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Ruínas de Milreu: Tesouro romano em terras algarvias
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Situadas a poucos quilómetros de Faro, junto a Estói, as Ruínas do Milreu são dos vestígios mais importantes da presença romana no Algarve e representam um conjunto arqueológico imponente, classificado como monumento nacional.
O que hoje existe é o que resta da luxuosa villa rural, transformada numa próspera exploração agrícola no século III, mas que no século VI abandonou o estatuto pagão para servir a igreja cristã, tendo também sido usada como cemitério islâmico. No século X, o local foi abandonado quando as abóbadas ruíram e só no início do século XVI voltou a ganhar vida, quando, sobre as ruínas, foi erguida uma casa, exemplar algarvio único e precioso de arquitectura civil com contrafortes cilíndricos.
O legado histórico foi recuperado e, hoje em dia, a Casa Rural das Ruínas, transformada em centro de interpretação, permite ter uma ideia real de como os romanos passariam os dias, na época em que escolheram o Algarve para viver e repousar.
As ruínas apresentam a descoberto uma casa senhorial, instalações agrícolas, um lagar de vinho, um balneário e um templo, centro de culto privado, dedicado às actividades aquáticas, construído no século IV para satisfazer os prazeres romanos. Além disso, são visíveis dois mausoléus e um peristilo com 22 colunas, que ladeia um pátio aberto, com jardim e respectivo tanque de água. Uma particularidade é o facto de todas as dependências da habitação apresentarem sinais de embelezamento propositado com mármores e mosaicos de motivos diversos.
A antiga villa romana tinha também uma excelente rede de abastecimento de água, salas aquecidas e termas do lado poente, onde ainda se vislumbram decorações de ladrilho colorido sobre a fauna marinha. Os peixes eram aqui representados exageradamente gordos, com o objectivo intencional de criar a ilusão óptica da dimensão real e do movimento, quando vistos através da água. Pormenores que retratam o requinte com que viviam os seus habitantes. |
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