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Silves: Castelo Árabe

A história do Algarve

Acredita-se que a presença humana no sudoeste algarvio data do período neolítico, e, no caso de se acreditar nalgumas campas pouco profundas, pode datar do período paleolítico, quando a Europa ainda estava unida ao continente africano. O grande número de menhires - únicas ou em grupos - é um dos mais importantes vestígios do passado na zona da Vila do Bispo.
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O Infante D.Henrique, o Navegador

Celtas, Fenícios e Romanos

Os Conii, com a influência dos Tartessos, estavam estabelecidos no Algarve no Século 6 A.C. Os Celtici foram uma grande influência. Os Fenícios estabeleceram portos de comércio ao longo da costa por volta de 1000 A.C. Os Cartagineses Portus Hanibalis - hoje Portimão—cerca de 550 A.C. Os Romanos espalharam-se pela Península Ibérica no Século 2 A.C. e ainda se encontram muitas ruínas romanas, especialmente em Lagos e perto de Faro.

O período Árabe

No Séc. 5, os Visigodos dominam o Algarve até ao início da invasão Árabe em 711. Quando os Mouros conquistaram Lagos em 716 chamava-se Zawaia. Faro, que os residentes cristãos tinham chamado Santa Maria, foi alterado para Faraon, que significa "a povoação dos cavaleiros".

Devido à ocupação Árabe da maior parte da península ibérica, a região foi chamada "Al-Gharb" que significa, "o país do Oeste". No Séc. 12, terminou a ocupação Árabe e "Al-Gharb" tornou-se o Algarve. Só no Séc. 13 é que os portugueses conseguiram reconquistar a região contra as tentativas Árabes de conquista.

Os Descobrimentos Portugueses

Mais tarde, no início do Séc. XV, o início da expansão marítima dos Portugueses trouxe uma nova vida ao Algarve e ao seu povo. Desde essa altura, Lagos e Sagres ficaram ligados para sempre ao Infante D.Henrique, o Navegador, e aos Descobrimentos Portugueses. Mesmo hoje em dia, na Ponta de Sagres, encontra-se um enorme dedo de pedra a apontar para o Oceano Atlântico, claramente alusivo aos navegadores algarvios, tais como Gil Eanes, que partiram pelos mares à procura de novos mundos para dar ao mundo.

Séc. XVIII - aos dias de hoje

O Algarve tinha uma semi-autonomia com um governador entre 1595 até 1808, bem como um sistema diferente de cobrança de impostos até ao final do Séc. XVIII. Durante esta época, o estado único do Algarve reflectia-se como eram denominados os monarcas "o Rei de Portugal e do Algarve". Em 1807, quando Junot liderava a primeira invasão Napoleónica ao norte de Portugal, o Algarve estava ocupado pelas tropas espanholas de Manuel Godoy. O Algarve foi a primeira região de Portugal a libertar-se da ocupação espanhola, numa rebelião em Olhão em 1808.

Em 1755 um terrível terramoto destruiu grande parte do Algarve, deixando a maior parte dos edifícios históricos em ruínas. Na reconstrução das maiores cidades, o centro administrativo foi mudado de Lagos para Faro.

A economia algarvia esteve sempre fortemente ligada ao mar, e a pesca foi sempre uma importante actividade desde antigamente. Só em 1960 é que região começou a concentrar-se ao turismo, hoje em dia a sua actividade económica mais importante.

Referência

Cópia de : 11.07.2006

Este artigo está baseado no artigo Algarve da enciclopédia aberta Wikipedia sobre a licença GNU para documentação livre
A a lista de autores está disponível na Wikipedia.

 
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